
O Comitê Nacional pela Legalização do Cânhamo - Plantando a Paz é uma instituição sem fins lucrativos que tem por objetivos principais a legalização do plantio do cânhamo para fins industrias, bem como o direito de os consumidores desta planta poderem cultivá-la para consumo próprio, sem precisar assim contribuir com o tráfico. Lutamos também pela mudança de paradigma em relação ao uso recreativo do princípio ativo desta erva (THC), afim de que seu uso seja deslocado da esfera criminal e de saude pública para a esfera da liberdade individual, direito de todos garantido pela constituição.
Não fazemos apologia ao uso de qualquer substância constitucionalmente proibida, mas acreditamos nos benefícios - muitos deles já comprovados cientificamente - da abolição de todo tipo de proibição com relação ao cânhamo, visto que esta, além de agravar os problemas relacionados ao uso, é contraprodutiva.
O recente abrandamento da lei brasileira se revela, em termos político, uma continuidade da guerra às drogas - modelo americano intervencionista que se espalhou pelo mundo na década de 60 - que em nada tem se mostrado eficiente, em especial para as populações menos favorecidas dos países terceiro-mundistas.
Nos opomos à esta política na medida em que ela acarreta mecanismos de intervenção na soberania nacional, como tribunais de exceção e a importação de modelos não condizentes com a realidade cultural específica de nosso país.
O cânhamo, além de não representar risco algum para nossa política nacional anti-drogas – defasada e preconceituosa, diga-se de passagem – se configura uma excelente oportunidade de negócios, visto que tem utilização no fabrico de roupas, papel, bio-combustível, óleos vegetais, tintas, placas de compensado, entre outros. Em resumo, cânhamo não é maconha – embora não concordemos também com a proibição desta – e tem finalidades específicas, podendo fazer frente ao eucalipto, ao pinus, à soja e a tantas outras culturas que degradam o solo, e por conseqüência o meio ambiente. Ningúem vai ficar “doidão” se usar o cânhamo, mas todos podem se beneficiar dos lucros de uma indústria altamente rentável, social e ecologicamente sustentável.

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